Entenda o que é Content Marketing

 

Content Marketing (ou inbound marketing) é o nome dado a qualquer ação de marketing que utiliza a criação e o compartilhamento de conteúdo como base de atuação no mercado. Conhecido no Brasil como “marketing de conteúdo”, o método é apontado como uma das mais eficazes e promissoras estratégias para estabelecer um bom relacionamento com clientes e parceiros, embora a sua existência seja percebida há muitos e muitos anos.


Basta recordar que, ainda no início do século passado, os franceses da Michelin, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, já utilizavam o recurso da aproximação do cliente através do famoso Guia Michelin. Em um primeiro momento, o guia dava dicas de manutenção sobre veículos e, posteriormente, passou a servir como um verdadeiro roteiro, classificando hotéis e restaurantes de todo o planeta e se estabelecendo como um grande companheiro do cliente, que, inevitavelmente, virava um parceiro. 
 

Outro bom exemplo de que o marketing de conteúdo é ferramenta antiga é a atuação de revistas e jornais em seus tempos áureos nas bancas. A revista de variedades segmentada para mulheres certamente ofereceu pequenos encartes com receitas para certificar-se de que na semana seguinte a dona de casa compraria novamente outra edição, enquanto os jornalões com certeza proporcionaram descontos na aquisição – a cada domingo – de um novo volume da “melhor enciclopédia” do mercado. Tudo para manter o consumidor e a próxima venda por perto.


Em outras palavras, nada mudou.  Entregar mais do que um produto ou serviço e oferecer conteúdo para educar o público sempre foi uma estratégia recorrente para fidelizar clientes e criar uma relação de confiança. O que mudou de fato nos dias atuais para o marketing de conteúdo é a infinidade de possibilidades que o acesso facilitado à internet proporcionou, tornando qualquer notícia, imagem, fotografia, e-book, guia, quiz, arte ou vídeo uma “arma” de longo alcance e repercussão para as empresas.
E como para o Content Marketing o conteúdo não é um apelo para a venda final assim como nas campanhas publicitárias, não adianta entrar na onda de imediatismo da internet e sair produzindo uma grande variedade de formatos: é preciso fazer muito bem feito e com paciência, pois confiança não se ganha da noite para o dia.
Apenas um conteúdo de qualidade e produzido para públicos que realmente se interessarão por aquilo poderá acrescentar e compartilhar informações relevantes com o usuário, solucionando problemas reais e criando, aí sim, um relacionamento sustentado pela credibilidade.

 

Potencial

 
Mesmo que os números sobre marketing de conteúdo no Brasil ainda sejam distantes dos encontrados nos Estados Unidos e na Europa, a perspectiva é de melhora para os próximos anos. Se hoje apenas 31% das empresas brasileiras destinam mais de 25% de seus recursos para essa estratégia de comunicação, segundo informou o Meio e Mensagem, a tendência é que as agências publicitárias cada vez mais coloquem a produção de conteúdo na frente das campanhas publicitárias tradicionais, atuando como publishers.
Isto porque, devido ao momento de crise, investir no Content Marketing passou a ser extremamente vantajoso, uma vez que os cortes de gastos nos setores de comunicação são constantes e os custos de produção de conteúdo são bem menores em relação às campanhas publicitárias.  Desta forma, a estratégia utilizada vem sendo atrelar as informações produzidas aos anseios dos clientes - com essa aproximação e a construção de uma relação, cada negócio procura converter o máximo de público potencial em leads e, posteriormente, em vendas diretas.

Daí a importância de recursos como as hashtags nas publicações de marcas em redes sociais, por exemplo. Ao usar o símbolo #, somar informações sobre o ramo no negócio e pedir que os consumidores reproduzam a hashtag em seus perfis, as empresas estão automaticamente segmentando grupos e, naturalmente, identificando o público alvo que precisam cativar e estabelecer uma relação.
Um erro recorrente para quem ainda não domina o marketing de conteúdo é associar e restringir sua função ao uso de redes sociais, tanto no caso de compartilhamentos pelo Facebook como no de veiculação de vídeos pelo Youtube, como nas ocasiões em que vloguers viralizaram seus canais pautados em assuntos segmentados para, em seguida, oferecer serviços ou linhas de produtos – garotas que filmavam tutoriais de maquiagem e depois passaram a comercializar cosméticos ilustram bem a questão.

No entanto, outras ações mostram como explorar formatos de conteúdo pode ser determinante para dialogar com grupos setorizados. É o caso da Estádio TV, já em exibição nos telões de várias arenas de futebol pelo país, e que interage com um grande público através de vídeos, dados históricos dos confrontos, estatísticas da partida e uma série de outras curiosidades e informações – um atrativo muito bem visto e já incorporado por marcas interessadas em anunciar no canal para relacionar-se com aquele grupo específico.

Outro exemplo de sucesso está na Prefeitura de Curitiba e em seu perfil utilizado no Facebook. Com mensagens descontraídas e humanizadas, os idealizadores da página têm conseguido divulgar atrações e manifestações artísticas da cidade, abordar questões públicas pertinentes e, sobretudo, envolver o público nas atividades e no dia a dia da capital paranaense. 

O resultado da ação foram números impressionantes de crescimento nas visitas aos locais e eventos abordados pela rede social, impulsionando o turismo e a economia local, engajando a população e tornando-se um verdadeiro case de bom relacionamento e comunicação eficiente entre público e empresa, no caso, cidadãos e gestores.

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