Elemento Cultural - Controle Remoto

OBJETIVO

Mostrar o ser urbano levado ao limite extremo quando o cotidiano caótico e estressante leva ao colapso um equilíbrio instável. O turbilhão da comédia CONTROLE REMOTO retrata pessoas comuns navegando na turbulência de um dia a dia cheio de pressões, sem tempo para si ou os outros; o choque cômico de se perceber cercado de pessoas íntimas, mas completamente desconhecidas; o ridículo e o patético do ser-humano quando este perde o controle da situação; situações comuns que podem transformar-se no mais completo e hilário absurdo por uma “falha cômica”.

 

JUSTIFICATIVA

CONTROLE REMOTO é antes de qualquer coisa uma comédia que não pretende para dar lições, mensagens ou conselhos, apenas apresentar um retrato bem humorado dos tempos em que vivemos. Tempos em que a necessidade das pessoas serem multi-tarefas aumenta os níveis de estresse, e as crises de ansiedade e pânico tornam-se comuns. A vida contemporânea exige controle, e é exatamente esse controle que mostra-se frágil. E quando uma peça do sistema emocional cai, vemos ruir a pessoa inteira.
Um vaudeville moderno, em que cada personagem tem muito a se esconder dos outros. É uma peça ágil, veloz como a vida nas metrópoles, e que mostra relacionamentos racionais e educados, mas que nem por isso deixam de ser repletos de ambições e capazes de esconder traições. 
A ironia é que a partir de um detalhe ínfimo, um lapso de memória, toda a situação muda, as coisas se tornam mais claras, porém, quando a memória volta, tudo poderá ser novamente esquecido.

 

TEXTO DO DIRETOR

Uma história moderna, contemporânea e que faz um retrato do estresse social que atravessamos em pleno século XXI.
Controle Remoto é um texto surpreendente pela racionalidade nele empregada. À partir de um lapso de memória duradouro começamos a adentrar o universo particular de nossa protagonista. A ausência se faz presente durante toda a peça, e nesse caso, se trata de uma ausência que só poderá ser compreendida através do tempo, um tempo independente, que quando se perde o controle, acaba por ganhar ganha vida própria, reconstrói passados e não consegue projetar um futuro exatamente pela falta de saber o que deveria acontecer no presente.
É com esse estresse, essa confusão, que a divertida historia escrita por Leonardo Alckmin vai tomar corpo e se erguer. A direção irá “brincar” com as distorções causadas pela falta de conhecimento da situação corrente e ampliá-la para que ocorra uma catarse imediata dos atores com personagens, dos personagens com a historia e consequentemente com a plateia.
As distorções serão explícitas e executadas de forma a criar um híbrido entre ficção, a metaficção (a historia desconhecida/não lembrada pela protagonista) e a realidade presente no contexto, colocando o expectador no ponto de vista da falta, da ausência. Queremos instigar a reflexão do que é realmente necessário para conseguir sobreviver no mundo moderno em que a rapidez generalizada nos aproxima e afasta simultâneamente.

Flávio Faustinoni


SÍNTESE

BIANCA é uma produtora de eventos às voltas com um trabalho importante. Controla a casa, o marido, filhos - muitos, de seus casamentos e de outros - administra a empregada e os pedreiros, enfim, tenta controlar um furacão.


OSMAR, marido de Bianca, é um empresário bem sucedido e respeitado. Capaz de desenrolar uma trama contra, ele torna-se inepto quando lida com simples situações cotidianas. 


ÂNGELA, amiga de Osmar. Inteligente e sagaz. Desenvolveu um senso crítico que ultrapassa os limites da crueldade. Gosta de esgrimir com palavras e não suporta falta de cultura e sofisticação. Ironicamente, ela que parece ter a personalidade mais forte, torna-se vítima por sua completa ignorância com relação ao que está acontecendo.


CHICO, marido de Ângela e sócio de Osmar contra quem trama um golpe financeiro. Talvez por ter origem pobre, sua ambição material seja desmedida, e seu gosto pelo poder, uma obsessão.

 

Estes quatro personagens irão se encontrar em um jantar na casa de Bianca, em que ela e Chico pretendem comunicar que são amantes e passarão a viver juntos. Ângela, que suspeita de algo do tipo, alfineta Chico e Bianca com humor cruel. Alheio a isso, Osmar só se preocupa em contra Chico em meio aocaos que se forma ao seu redor.


É Bianca que está no centro do turbilhão – o grande evento, a viagem dos filhos, a reforma, o jantar, tudo tendo que ser organizado ao mesmo tempo, no mesmo dia em que terá que anunciar o fim de seu casamento. Neste imbróglio ela esquece o nome do marido, o que desencadeia uma crise de pânico que a leva a começar aos poucos se esquecer de tudo, e de todos. Não reconhece mais ninguém. Não sabe mais o que deveria ou queria fazer. A única coisa que não admite é entregar-se. Tenta manter o controle a todo custo. E esta tentativa desmedida faz com que todo o seu mundo desmorone. Instala-se o caos. Caem as máscaras. Impossível manter as aparências. Então vem a revelação quando ela recobra a memória.

 

Existirá uma chance para um recomeço logo após um trauma tão intenso? O eterno retorno? O renascer? A resposta ficará para o público decidir.

Elemento Cultural

 

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Tel:  (11) 99440-8705

 

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